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Soja: Fim do vazio sanitário traz novo momento para o mercado e perspectivas para produtores Print

Quinta, 15 Setembro, 2016


O mercado internacional parece já estar se posicionando diante do fim do vazio sanitário no Brasil neste 15 de setembro, o que dá início, portanto, a um novo direcionamento para as cotações e um novo período para os negócios. Ao lado dessas informações, é claro, permanecem no radar a conclusão da safra americana e, principalmente, a demanda pelo produto dos EUA.  

O cenário climático brasileiro, entretanto, é o que chama mais a atenção dos traders neste momento. As dívidas atuais dos produtores brasileiros e o crédito mais caro também estão na conta. As perdas causadas pelo clima geraram o não cumprimento de alguns contratos e um grau de endividamento que, como consequência, tornou o acesso ao crédito um pouco mais difícil nesta temporada. E na safra 2015/16, Mato Grosso, o maior estado produtor de grãos do Brasil, registrou seus maiores custos de produção de todos os tempos. 

A notícia mais esperada entre os produtores no entanto, foi confirmada. o Banco Central informou, nesta quarta-feira, 14 de setembro, que está autorizada a renegociação de dívidas de produtores de Mato Grosso, demais estados da região Centro-Oeste, Piauí, Tocantins, Bahia, Espírito Santo e Maranhão na resolução nº 4.519.

"Autoriza a renegociação de operações de crédito rural de custeio e investimento contratadas por produtores rurais que tiveram prejuízos em decorrência da estiagem e seca em municípios dos estados do Espírito Santo, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins, e da região Centro-Oeste.

(...)

"Art. 1º  Ficam as instituições financeiras autorizadas a renegociar as operações de crédito rural de custeio com vencimento em 2016 e as parcelas vencidas ou vincendas em 2016 das operações de crédito rural de custeio e investimento, inclusive aquelas prorrogadas por autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN)". 

>> Clique AQUI para ler a íntegra da resolução.

Clima

As perspectivas iniciais para o clima davam conta da possibilidade de um La Niña mais forte, porém, o fenômeno parece ter perdido força. Segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo, os impactos para a agricultura brasileira poderão ser menores e o período da primaverá poderá trazer melhores condições para as lavouras. 

No link a seguir, acompanhe a entrevista de Nascimento ao Notícias Agrícolas na íntegra:


A intensidade do fenômeno ainda é ponto de divergência entre especialistas, porém, ele já está configurado. "A diferença é mínima para o que vinha sendo previsto e o que os atuais modelos indicam agora. Do ponto de vista prático, as condições de clima para a América do Sul terão pouca alteração", diz Nascimento.

A cautela sobre o início dos trabalhos de campo, porém, permanece. A safra 2015/16 sofreu severamente com a falta de chuvas, a média de produtividade da soja caiu muito no país e os resquícios para esta nova temporada ainda são sentidos pelos sojicultores. As condições do solo, devido à seca, não são boas em estados como Mato Grosso, Goiás, e na região do Matopiba. No Sul do país e no Mato Grosso do Sul, as condições são melhores. 

Entre os analistas internacionais, o destaque tem sido este. "Se os produtores plantarem sua soja sem condições adequadas de umidade no solo para promover um bom estabelecimento do stand das plantas, as mesmas poderiam morrer dias depois com as altas temperaturas e o tempo mais seco típicos deste período do ano", afirma o consultor internacional Michael Cordonnier, um dos mais respeitados do mundo. As elevadas temperaturas do solo podem comprometer de forma bastante agressiva a germinação das sementes, anulando seu potencial para quando as chuvas chegarem efetivamente. 

Outro destaque entre especialistas internacionais é a disponibilidade de sementes, segundo Cordonnier, já que a produção no ano passado também foi impacta pelas adversidades climáticas. "Assim, há uma preocupação de que os produtores que precisem, possivelmente, replantar algumas áreas podem não ter disponível a variedade desejada", disse o consultor americano.

Área de Plantio

A área semeada com soja em Mato Grosso não deve contar com uma expansão muito forte, passando de 9,2 para 9,230 milhões de hectares, com uma produtividade média de 53 sacas por hectare, segundo o presidente da Aprosoja MT, Endrigo Dalcin, em entrevista ao Notícias Agrícolas. Com a confirmação dessas projeções, a produção mato-grossense deverá ser de, aproximadamente, de 29,4 milhões de toneladas no ano 2016/17. 

"Precisamos plantar dentro da janela correta e precisamos que o clima ocorra de maneira certa para que possamos obter essas 53 sacas, já que muitos não tiveram, no último ano, esse número e a média do estado foi a 49 sacas", complementa Dalcin. 

No Brasil, a área de plantio deverá ser de, aproximadamente, 33,7 milhões de hectares, segundo estimativas de consultorias particulares. A expansão pouco expressiva deste ano - de pouco mais de 1% - em muito reflete essa expectativa mais cautelosa do produtor brasileiro este ano. 

Negócios

Com atenção a todo este cenário, o momento atual dos negócios com a soja da nova safra no mercado nacional estão travados. Os preços vieram recuando nos últimos meses, inibindo novas vendas e fazendo com que atenção dos sojicultores - os quais já fizeram bons volumes de venda da temporada 2016/17 nos meses, principalmente, de maio e junho - dedicassem suas atenções aos trabalhos de campo. "No Brasil, o momento é de cautela nos negócios e foco no plantio", diz o consultor Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios. 

Em Chicago, as últimas informações de oferta - com uma safra esperada nos EUA para chegar as 114 milhões de toneladas - já são conhecidas e foram absorvidas. O momento, portanto, deverá ser de ainda mais especulações não só sobre a safra do Brasil, mas da América do Sul de uma forma geral. Assim, os futuros têm trabalhado com estabilidade e à espera de novidades, o que também limita um avanço dos preços da soja brasileira. 

Paralelamente, algumas incertezas chegam ainda do câmbio. A transição de governo no Brasil, os impasses políticos que estão instalados no quadro doméstico e, mais do que isso, as perspectivas sobre o futuro da taxa de juros nos Estados Unidos, além de uma aversão ao risco mais latente dos últimos dias, têm trazido sessões de nervosismo para a moeda norte-americana. 

Em contrapartida, os patamares mais baixos observados nos meses passados permitiram o estabelecimento de relações de troca para os produtores brasileiros foram as melhores em mais de cinco anos, segundo Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. "O produtor ainda tem feito algumas trocas de pacotes de insumos porque esse é um dos melhores momentos. Mesmo com as cotações frágeis, com relação aos insumos estão bem para os produtores", diz. 

Olhando mais adiante, com as cotações futuras sendo atrativas, o produtor brasileiro, ainda de acordo com Brandalizze, está investindo mais em tecnologia neste ano como forma de buscar garantir sua produtividade. "Ele quer colher mais para ter mais grãos para vender mais no novo ano, porque ele já está preparado com vendas para cobrir parte dos insumos. O sucesso começa agora, o plantio é a base do seu sucesso econômico", conclui. 


Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas



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