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Forte alta no preço do milho pode compensar menor produtividade na 2ª safra, aponta Cepea Print

Terça, 28 Junho, 2016


Forte alta no preço do milho pode compensar menor produtividade na 2ª safra, aponta Cepea

O cenário do milho da segunda safra 2015/16 não é dos melhores nas regiões do Cerrado brasileiro. Com áreas plantadas em março fora da janela ideal e com o clima seco de abril, produtores do Cerrado esperam quebra na produtividade. O rendimento esperado agora está entre 50 sc/ha e 80 sc/ha. Os preços do grão, por outro lado, estão em forte alta no mercado interno, cenário que deve compensar a menor produtividade em muitas regiões.

A estiagem em abril foi um dos principais fatores para a quebra produtiva do milho, segundo levantamento do Cepea – em algumas praças, agricultores indicam que ficaram até 30 dias= consecutivos sem chuvas. As situações mais críticas foram observadas no sudoeste goiano e no Triângulo Mineiro.

Na região de Rio Verde (GO), colaboradores do Cepea relatam quebra próxima dos 40% sobre as 120 sc/ha esperadas inicialmente. Em Uberaba (MG), além do clima seco, a queda na temperatura no final de abril prejudicou o desenvolvimento da cultura; agora, produtores esperaram colher apenas de 60 a 70 sc/ha. Nas regiões de Mato Grosso, a estiagem cobriu praticamente todo o estado e, mesmo com chuvas pontuais no final de abril, a expectativa está em torno de 70 a 80 sc/ha.

Nesse cenário, as cotações do milho dispararam em todo o mercado nacional, atingindo patamares recordes. Assim, o Cepea calculou o preço necessário para pagar o desembolso diante dos diferentes cenários de quebras produtivas.

Figura 2 – Comparação do preço de nivelamento para cobrir o COE dos cenários de produtividade com os preços médios regionais para 2016 e para o mês de abril/16 nas praças do Cerrado.

Cepea - Comparação do preço de nivelamento para cobrir o COE dos cenários de produtividade com os preços médios regionais para 2016 e para o mês de abril/16 nas praças do Cerrado.

Fonte: Cepea.

Para o cálculo do Custo Operacional Efetivo (COE) do milho 2ª safra 2015/16, o Cepea considerou a compra de insumos entre outubro/15 e fevereiro/16. As produtividades médias esperadas foram informadas por nos colaboradores de cada região.

Rio Verde (GO) – o COE foi calculado em R$ 2.170,04/ha e considerando-se a produtividade média de 70 sc/ha (esperada pelo produtores), a saca de milho precisaria ser vendida, em média, a R$ 31,00 para não se ter prejuízo. Segundo o Cepea, o preço médio em abril/16 no spot chegou a R$ 38,79/saca, 25% maior que o custo. A situação também é favorável quando considerado como base o preço médio de 2016, que foi de R$ 34,87/sc na região, dando ainda uma margem de 4,87 reais/sc ou 12% sobre o gasto operacional. Somente abaixo de 62,2 sc/ha que o produtor goiano começaria a ter prejuízo sobre os preços de 2016.

Uberaba (MG) – o milho teve média de R$ 41,93/sc em abr/16 e de R$ 37,79/sc em 2016, valores suficientes para cobrir o COE, calculado em R$ 30,32/sc (R$ 2.122,65/ha) pelo Cepea, tomando-se como base produtividade de 60 sc/ha. No entanto, caso o rendimento fique abaixo de 56,2 sc/ha, o produtor pode acabar se endividando.

Primavera do Leste (MT) – o desembolso foi de R$ 2.203,50/ha e, caso o produtor consiga atingir produtividade de 70 sc/ha, o preço do milho deve ficar acima de R$ 31,48/sc para não gerar margem negativa. O preço de abril foi de R$ 33,84/sc, o que cobre o desembolso. Já se considerada a média de 2016, o preço ficaria 5% menor que o valor de nivelamento do COE. A produtividade abaixo de 74 sc/ha também resultaria resultam em margem negativa.

Campo Novo do Parecis (MT) – o COE calculado foi de R$ 2.022,05/ha e, com produtividade de 70 sc/ha, o preço de nivelamento do milho seria de R$ 28,89/sc. Enquanto tomando-se como base o preço médio de 2016, de R$ 28,12/sc, as margens ficariam comprometidas, os valores de abril cobrem o custo com folga. Na região, a produtividade de 72 sc/ha é o limite para que o produtor não tenha prejuízo diante dos preços médios do spot de 2016.

Sorriso (MT) – com o COE de R$ 2.140,74/ha e produtividade esperada de 70 sc/ha, o preço precisaria ficar acima de R$ 30,58/sc para não endividar o produtor nesta safra. Para o preço médio de abril, as margens ficam positivas, mas o valor médio de 2016, de R$ 27,39/sc, fica 10,4% abaixo do custo calculado. Para manter a margem positiva na safra 15/16, o produtor precisaria manter a produtividade acima de 78 sc/ha com os preços praticados no spot em 2016.

 


Fonte: Cepea



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