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Quarta, 27 Maio, 2015


SOJA: Chuva e plantio nos EUA podem desencadear correção na CBOT

A previsão de chuvas fortes nos Estados Unidos nos próximos dias pode provocar um movimento de recompra de posições no mercado futuro na Bolsa de Chicago (CBOT) após cinco sessões consecutivas de baixa. Isso porque, apesar de o plantio nos EUA continuar em ritmo acelerado, o número está mais próximo do observado em igual período do ano passado e da média dos últimos cinco anos. Ontem, o vencimento julho caiu 1,75 cent (0,19%) e encerrou a US$ 9,2250/bushel. A soja para novembro fechou a US$ 9,0475/bushel, baixa de 2,25 cents (0,25%), se aproximando ainda mais do suporte psicológico em US$ 9/bushel.

Após o fechamento do mercado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que 61% da área prevista para a safra 2015/16 de soja já foi semeada no país. O avanço semanal foi de 16 pontos porcentuais, ante 14 pontos porcentuais no relatório anterior. Analistas projetavam na terça-feira entre 60% e 65% da semeadura concluída, mas algumas casas chegaram a falar em até 69% nos últimos dias. O fato de o plantio ter vindo no piso das estimativas pode dar sustentação às cotações em um mercado com excesso de posições vendidas. Além disso, o porcentual de área já implantada nos EUA se aproximou dos 55% de um ano atrás e da média dos cinco ciclos anteriores.

Nos maiores Estados produtores, há disparidade. Em Illinois, o plantio atinge 69%, ante 60% em igual período de 2014 e 57% na média histórica. Entretanto, em Iowa, 70% da área foi semeada, leve atraso ante o ano passado (74%) e a média (71%). Por outro lado, em Minnesota, terceiro maior produtor, a semeadura está bastante adiantada. O USDA revelou ainda que 32% da soja emergiu, com o desenvolvimento à frente de 2014 (23%) e da média (25%).

Segundo a analista Natalia Orlovicin, da INTL FCStone, uma aproximação do plantio da média dos últimos cinco anos já era esperada após as chuvas da última semana. Para os próximos cinco dias, são esperadas precipitações mais fortes no cinturão produtor, o que causou alguma preocupação na terça-feira, limitando as perdas. Natalia ressaltou, entretanto, que investidores "têm visto com bons olhos o clima mais úmido". "Até agora, mesmo com a chuva, o plantio está dentro da média.

Não é nada que deixe investidores muito preocupados, pois a umidade ajuda na germinação", ressaltou a analista. A soja precisa de umidade na fase de germinação, e a falta dela pode prejudicar a produtividade. De acordo com Natalia, as atenções do mercado seguem voltadas para as condições de plantio nos EUA, com poucos outros fatores influenciando os futuros.

Entre eles, está a alta do dólar no exterior, que também tem contribuído para a desvalorização da oleaginosa. Ontem, a moeda norte-americana avançou ante o iene e o euro, após dados positivos dos EUA e declarações do vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer, aumentarem a expectativa de que o BC dos EUA possa subir os juros já em setembro. O fortalecimento do dólar pressionou não apenas a soja, mas outras commodities, como o cobre e o petróleo. "A disparada do índice dólar afeta a competitividade dos EUA, em um momento em que as vendas da próxima safra dos EUA já estão mais lentas", explicou a analista.

Quanto ao fato de os preços estarem se aproximando novamente da marca de US$ 9/bushel, Natalia lembra que os futuros já beiraram esse patamar em outubro. "Está dando tudo muito certo nos EUA. Mas as chuvas dos próximos dias podem não deixar o preço cair abaixo dos US$ 9/bushel", ressaltou a analista. Contudo, a perspectiva de uma safra cheia nos EUA e aumento dos estoques em 2015/16 segue influenciando o mercado.

A analista ressaltou que isso depende de boas perspectivas climáticas também para o período de enchimento dos grãos em julho. Por enquanto, a confirmação do El Niño sugere volume de chuvas adequado nesse período nos EUA. Entretanto, enquanto o potencial produtivo do país não for delineado, os preços continuam sujeitos a ralis de correção.

No mercado doméstico, apesar da queda dos futuros, a alta do dólar elevou os preços, estimulando negócios em algumas praças, principalmente de produtores que precisam gerar caixa para pagar despesas. No fim do pregão, o dólar à vista subiu 1,71%, aos R$ 3,1520. Corretores relataram ainda que voltaram a sair lotes referentes à comercialização futura da safra 2015/16, com a reação também do dólar futuro.

No Paraná, saíram negócios pontuais na terça-feira para entrega imediata em fábrica de Ponta Grossa por R$ 65/saca, com pagamento em fim de junho, e R$ 66/saca, com pagamento em fim de julho. "Produtor andou negociando para fazer caixa, porque os preços do milho estão fracos e o mercado bem parado", disse corretor da região.

Os preços subiram até R$ 1,50/saca em relação à sexta-feira graças ao câmbio. Da safra 2015/16, foram fechados contratos ontem a R$ 67/saca para entrega em abril do ano que vem em Ponta Grossa e pagamento em 5 de maio, cerca de R$ 2/saca acima dos níveis praticados na semana passada. Segundo o agente, vendedores aproveitaram a alta para travar parte dos custos da próxima safra, pois haviam fechado os últimos lotes quando os preços estavam em R$ 70/saca, com o dólar próximo de R$ 3,30.

No Rio Grande do Sul, rodavam negócios pontuais ontem após um início da semana fraco com feriado nos EUA. "É um lote aqui outro lá, mais por necessidade de vendedor de cumprir algum compromisso do que para aproveitar preços", contou Claiton dos Santos, da TS Corretora de Grãos. Em Passo Fundo, saíram acordos ontem a R$ 63/saca, com pagamento dentro de uma semana, e R$ 63,50/saca, com pagamento em 30 dias. Os preços têm se mantido entre R$ 62 e R$ 64 por saca na região nos últimos dias.

Para entrega imediata no Porto de Rio Grande, havia chance de negócios na terça-feira a R$ 67,50/saca, com pagamento curto. A procura tem sido limitada na região tanto de esmagadoras como de tradings. Vendedores também preferem aguardar melhores oportunidades, mirando os patamares de R$ 64 a R$ 65 por saca. Para a safra 2015/16, compradores ofereciam com entrega em abril de 2016 e pagamento em fim de maio R$ 70/saca no Porto de Rio Grande e R$ 65/saca a R$ 66/saca em Passo Fundo.

Em Mato Grosso, compradores ofereciam R$ 53 a R$ 53,50 por saca ontem para retirada imediata em propriedade do município, com pagamento em 15 de junho, mas os valores atraíam pouco interesse de venda, mesmo estando acima dos indicados na segunda-feira. Segundo corretor de Lucas do Rio Verde, produtores fecham contratos apenas quando precisam gerar caixa. Na semana passada, no melhor momento do mercado, saíram negócios pontuais a R$ 53,70/saca em Lucas. A soja seria enviada à fábrica do Paraná. Segundo o corretor, se as pedidas alcançarem R$ 56/saca no spot, sairiam volumes maiores.

Quanto à negociação antecipada da safra 2015/16, rodaram ontem volumes de mil a 2 mil toneladas, a R$ 53/saca para retirada em Lucas em fevereiro e pagamento em março, contou o agente. "O dólar se fortaleceu, e compradores elevaram a pedida, que antes estava em R$ 52,20/saca." Entretanto, a maioria dos produtores desejava valores acima de R$ 55/saca. Para entrega no Porto de Paranaguá em fevereiro e pagamento no fim de março, havia propostas a R$ 71/saca, mas a fonte contou não ter visto acordos.

O indicador de preços da soja Esalq, calculado com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Paraná, subiu 0,65% e fechou a R$ 61,66/saca. Em dólar, o indicador ficou em US$ 19,56/saca (-1,06%).

Fonte: Agência Estado



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