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MILHO: Mesmo com valorização do Dólar, comprador mantêm preço Print

Quarta, 27 Maio, 2015


MILHO: Mesmo com valorização do Dólar, comprador mantêm preço

A pressão da chegada dos primeiros lotes da safrinha ao mercado supera o viés altista do fortalecimento do dólar e compradores resistem em aumentar suas propostas para o milho. Com a perspectiva de oferta ampla, principalmente a partir de meados de junho, exportadores até se mostram interessados em adquirir lotes, mas não elevam suas pedidas, apostando que os produtores irão aceitar valores mais baixos nas próximas semanas.

Nem mesmo o avanço do dólar, que fechou a R$ 3,1520 (+1,71%) ontem, foi suficiente para alterar as cotações de forma expressiva no mercado físico. Vendedores, entretanto, se retraem e só aceitam negociar quando há necessidade de geração de caixa.

No médio-norte de Mato Grosso, os preços estão estáveis desde o final da semana passada, mesmo com o avanço acentuado do dólar. Tradings e multinacionais fazem indicações todos os dias, mas não elevam as indicações de preço. Em Lucas do Rio Verde, compradores indicavam R$ 13,50 a saca para embarque a partir de julho e pagamento em 15 de outubro. Produtores, entretanto, não se mostravam dispostos a negociar lotes com prazos de pagamento tão longos.

"A partir de R$ 14, ou até mesmo nesses R$ 13,50 indicados, alguns produtores estariam dispostos a negociar, desde que com prazos de pagamento mais curtos," afirmou corretor de Lucas do Rio Verde. Na semana passada, chegaram a rodar volumes pequenos a R$ 14,50/saca, também para retirada em junho e pagamento em outubro.

Para entrega no Porto de Santos, havia pedidas a R$ 30,10/saca para embarque em agosto e pagamento em setembro, acima dos R$ 29 indicados no final da semana passada, mas não foram relatados negócios. Existem compradores do mercado interno interessados em adquirir estoques de Mato Grosso, mas o preço indicado por eles fica abaixo dos valores praticados por tradings.

"O mercado de milho está bem parado, até começar a colheita em um ritmo mais forte, não devem sair volumes grandes, o produtor vai esperar e negociar apenas quando precisar gerar caixa," avalia o corretor.

No spot, não havia sequer indicação de compra. Ainda existem estoques consideráveis do milho da temporada passada na região, mas compradores preferem aguardar para adquirir lotes da segunda safra.

No Paraná, as negociações de milho avançam pouco. Em Ponta Grossa, a indicação de compra estava em R$ 24/saca para entrega imediata em fábrica do município, mas produtores pedem de R$ 24 a R$ 25 a saca, para retirada em propriedades da região. Como o entorno de Ponta Grossa só colhe uma safra de milho, indústrias locais começam a buscar o cereal de municípios do oeste, que já iniciaram a retirada da safrinha, e de outras regiões do País. Produtores do norte do Paraná devem começar a colher no mês que vem.

Na semana passada, saíram lotes pontuais a R$ 23,50/saca para retirada na região, para compradores de Santa Catarina. Segundo um corretor da região, apenas produtores com necessidade de fazer caixa aceitaram negociar. O agente contou não ter visto pedidas de compra ou venda para entrega no segundo semestre esta semana. Como a negociação de soja estava mais atrativa no início desta semana, produtores deixaram de lado a comercialização do milho. Em 15 dias, a perspectiva é de que mais lotes da safrinha cheguem ao mercado, pressionando as cotações, o que tende a deixar produtores da região ainda mais retraídos.

No Rio Grande do Sul, a negociação perdeu força, com menor interesse de compradores. A pedida de compra chegava a R$ 26,50/saca para entrega na Serra gaúcha, dependendo da localização da fábrica. O corretor Claiton dos Santos, da TS Corretora de Grãos, conta que rodam negócios todos os dias, sem volumes expressivos, de lotes por volta de 300 a 500 toneladas. "Tem bastante milho estocado, mas os vendedores resistem em entregar nesse preço", apontou o agente.

Os preços recuaram R$ 1/saca em relação à semana passada, e a queda chega a R$ 2/saca na comparação com o início de maio. Compradores da região estão bem abastecidos e também aguardam a chegada de volumes da safrinha do Centro-Oeste, com possibilidade de recuo mais acentuado dos preços. Vendedores devem aguardar até que a pressão da colheita da segunda safra em outros Estados termine para voltar a negociar volumes maiores, a menos que as cotações reajam e surjam oportunidades de venda. "Se houver alguma frustração de clima ou logística que se reflita nos preços, vendedores devem aproveitar a situação e colocar alguns lotes" no mercado, disse o corretor.

O indicador do milho Cepea/Esalq/BM&FBovespa fechou em alta de 0,84% na terça-feira, a R$ 25,28 a saca de 60 quilos. Em dólar, o preço ficou em US$ 8,02/saca (-0,87%).

Os contratos futuros do milho fecharam em queda nesta terça-feira na Bolsa de Chicago. As cotações foram pressionadas por expectativas quanto ao avanço do plantio nos Estados Unidos. O contrato com vencimento em julho do milho recuou 5,00 cents (1,39%) e encerrou em US$ 3,55 por bushel.

Após o fechamento, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a semeadura no país está quase concluída. Até domingo (24), 92% da área prevista havia sido plantada, superando a média de 88% dos últimos cinco anos. Analistas projetavam que o governo que o plantio alcançava entre 90% e 95%.

Além disso, os futuros foram pressionados pela queda acentuada do trigo. O cereal recuou mais de 4% ontem, com a valorização do dólar no exterior.

Fonte: Agência Estado



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